terça-feira, 26 de abril de 2011

Começar.


O meu professor da faculdade, de Metodologia, Valter Cruz, diz que não há nada mais assustador do que uma página em branco. Pois surge a questão: Por onde começar?

Penso que:

Uma página em branco é como ter que subir uma montanha, na qual não há uma trilha.
Uma página em branco é como subir num ônibus, ter que dar o dinheiro ao trocador, mas não saber em qual bolso da mochila está o dinheiro.
Uma página em branco é como cortar o pão, mas ir na geladeira e verificar não há mais manteiga, nem requeijão, tampouco queijo, nada.
Uma página em branco é como queimar a mão na panela
Uma página em branco é como faltar luz enquanto se está descendo as escadas.
Uma página em branco é como esperar por uma ligação importante e o celular não ter sinal.
Uma página em branco é como cair um cisco nos olhos na hora da fotografia.
Uma página em branco é como a chuva destelhar sua casa.
Uma página em branco é como um prato quebrar encima do pé.
Uma página em branco é como cair por cima de um cacto
Uma página em branco é como não encontrar as chaves do portão.


Uma página em branco é um labirinto de possibilidades. Como tudo na vida.
Certo?

[ Tensão pré-monografia. ]

Das conversas II


Kahh diz (21:54):
*to invisivel mas to aqui

Diego diz (21:54):
*tá
*como faz pra ficar invisivel?
*tenho procurado a fórmula minha vida inteira

Diego diz (21:55):
*uma vez tinha conseguido
*mas derrubei ela acidentalmente no papel onde tinha anotado a receita.

(26/04/11)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Das conversas...


Pando diz (20:46):
*vc tem todos os climas

*vc é geógrafa!
*xD


Kahh diz (20:46):
*auhauhauhauhaug

*so que eu ando semi-arida

Pando diz (20:47):

*o que podemos fazer pra melhorar seu clima kah?

Kahh diz (20:48):

*nao sei

*fazer chover talvez...


(08/04/2011)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amelie fala por mim, hoje.


Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes."
Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros."
Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pés no chão.



É por causa dessa síndrome dos olhos cansados, dos cabelos embaraçados, das unhas sem cores
Do desejo de outros ares, outros lugares, sem dissabores.
Da felicidade de deitar na grama, de andar descalça na lama, de estar entre os canteiros de flores.
Ela gosta das coisas do chão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Encoberto.


Praia de céu acizentado. Lá tem o mar com ondas fortes, cor escura, anunciando chuva. Há tanta beleza nessa união de coisas que questiono a importancia de ser sempre Sol para eles. Por que ser tanta claridade se as nuvens formam lindos desenhos no céu?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Presente que Mastercard não compra.


Astronauta Desempregado diz (23:42):


* É você quem ensina as flores como ser suave

e demonstra

às estrelas opacas como é que se brilha


Você enche de nuvens que amortecem a dura trilha

cuja trajetória findará em plena felicidade.